Assassin’s Creed 4: Black Flag

AC4box
9 Overall Score
Gráficos:: 9/10
Jogabilidade:: 10/10
Longevidade:: 9/10

Gráficos. | Banda Sonora. | Divertido. | Enorme longevidade.| Jogabilidade muito fluida.| Personagem principal muito cativante.

Pouco desenvolvimento da história principal.

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Introdução:

Assassin’s Creed 4: Black Flag é o mais recente jogo da série Assassin’s Creed e para mim o melhor da série por agora.  Assassin’s Creed 4: Black Flag foi eleito jogo do ano para a PS4 e XBOX ONE pela Gamespot e considerado o melhor jogo de Acção-Aventura nos Spike Video Game Awards de 2013. Não negando alguns grandes títulos deste ano (Grand Theft Auto V, The Last of Us entre outros) Assassin’s Creed 4: Black Flag deveria, na minha opinião, ter sido coroado melhor jogo do ano, mas eu sou suspeito, visto ser um grande fã da série desde o início! 

O Jogo:

Em 90% do tempo (falarei mais tarde dos restantes 10%) Assassin’s Creed 4: Black Flag mete o jogador na pele de Edward Kenway, um ambicioso e carismático pirata que viveu durante a Era Dourada dos Piratas. O jogo começa em 1715, 68 anos antes dos eventos de Assassin’s Creed 3, e para quem não suspeitou pelo último nome de Edward, no final do jogo, mais propriamente dos créditos, ficamos a saber que Edward é pai de Heytham Kenway e assim, avô do personagem principal de Assassin’s Creed 3, Connor Kenway.

Assassins-Creed-IV-Edward-Kenways-Face Edward Kenway

Depois de inúmeras queixas por parte dos jogadores relativamente ao aborrecido e prolongado começo de Assassin’s Creed 3 a Ubisoft decidiu redimir-se em Black Flag pondo o jogador no meio de um combate naval assim que o jogo começa. Após esta primeira missão o jogo abre-se para o jogador, um mapa enorme, com dezenas de ilhas, grutas e locais prontos a serem explorados. Para dar uma ideia da imensidão do jogo, demora por volta de meia hora a velejar de uma ponta a outra do mapa.

AC4BFSP_2014_01_07_01_52_30_749 Uma pequena parte do mapa!

Falarei muito pouco sobre a história de Edward Kenway em Black Flag, não a quero spoilar pois para quem ainda não jogou estragaria totalmente a experiência, digo apenas que a história é extremamente cativante, num tom muito mais leve (divertido) que Assassin’s Creed 3, algumas situações tornam-se mesmo cómicas fazendo lembrar um pouco de Jack Sparrow.

O seu personagem principal, Edward Kenway é o clássico “badass”, sem princípios e extremamente astuto, cujo único objectivo é tornar-se no pirata mais rico das Caraíbas sem querer ter nada a ver com Assassinos ou Templários. Como é óbvio tudo isto leva uma enorme reviravolta, mas porquê, não direi. Joguem.

No que toca à história no presente (os restantes 10% do jogo), após os eventos que decorreram no final de Assassin’s Creed 3 a Ubisoft decidiu avançar muito pouco, são apenas dadas algumas pistas (que não vou spoilar) para o que se poderá suceder no futuro da série. No presente entramos na pele de um simples trabalhador da Abstergo Entertainment que tem como trabalho reviver a vida de antepassados através do Animus (máquina utilizada para tal efeito desde o inicio da série) e usar essa informação para a criação de videojogos ou filmes.

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Screenshot da jogabilidade fora do Animus, na Abstergo Entertainment.

Mas o que define Black Flag, não é propriamente a história de Edward nem o desenvolvimento no presente, o que define Black Flag são as missões secundárias e a sensação de liberdade que o jogo nos proporciona. Em Black Flag podemos fazer quase tudo o que nos passa pela cabeça: -Velejar à procura de barcos recheados de carga preciosa e/ou materiais para melhorar tanto o nosso navio (Jackdaw) como os equipamentos de Edward; -Explorar cavernas subaquáticas e recifes à procura de riquezas e projectos (blueprints) de equipamentos novos; -Conquistar fortes inimigos para reduzir a patrulha marítima e criar mais um porto seguro para todos os piratas; -Infiltrar plantações e roubar todas as previsões do mesmo; -Embarcar num pequeno barco a remos e caçar uma enorme baleia apenas com arpões; -Capturar barcos inimigos e adiciona-los à nossa frota para mais tarde os enviarmos em missões e receber o lucro destas (algo muito semelhante à guilda de Assassinos de Assassin’s Creed 3); -Descobrir e resolver puzzles Maias e reclamar o prémio secreto; explorar ilhas e caçar os seus animais;

Entre muitas, muitas outras coisas.

AC4BFSP_2014_01_07_02_22_10_773 O mundo é enorme, está vivo e faz com que o jogador se sinta parte dele.

Outra grande parte do jogo são as batalhas navais, elas são necessárias para o desenvolvimento da história principal e para a economia de Edward, nada dá mais lucro que conquistar um barco inimigo cheio de rum e açúcar e depois vende-los aos comerciantes nas cidades! Resumindo, são inevitáveis para quem navega pelo mar das Caraíbas, mas isto não é de longe um problema. As batalhas navais são extremamente divertidas, cheias de acção e pelo menos no início (até ter um numero considerável de melhoramentos no Jackdaw) são desafiantes. Vários factores influenciam uma batalha naval em Black Flag, sendo o mais importante, obviamente, a perícia do jogador, desde a pontaria a apontar os canhões até à destreza a navegar sob fogo inimigo. Outro factor decisivo é o tempo, é muito pouco eficaz velejar contra o vento, ou disparar bolas de canhão contra uma enorme onda entre Jackdaw e o alvo, já para não falar que a chuva e o nevoeiro reduzem extremamente a visibilidade do jogador.

Assassins-creed-4-black-flag-7 Mau tempo é muito frequente em Black Flag.

Quando uma batalha acaba, o navio inimigo, derrotado, pára de se movimentar e cessa o fogo, o jogador tem então duas opções, destrui-lo e resgatar apenas uma parte da carga ou embarca-lo, completar os objectivos (são aleatoriamente gerados, por exemplo matar o capitão do navio ou X numero da sua tripulação, entre muitos outros) e assim apoderar-se de toda a carga do navio. Mas as opções não ficam por aqui, uma vez que a batalha termine e o saque esteja feito o jogador pode escolher entre destruir o que restou do navio para reparar o Jackdaw, capturar o navio para a sua frota ou libertar o navio e assim reduzir o nível de procura ao Jackdaw por parte de navios inimigos.

Com o passar do tempo à medida que o jogador vai adquirindo melhoramentos para o Jackdaw as batalhas ficarão mais e mais fáceis até ao ponto em que apenas os raros navios lendários (existem apenas 5 em todo o mapa) proporcionam desafio. Embora fiquem fáceis nunca deixam de ser divertidas.

Para acabar a review só posso acrescentar que os gráficos estão fenomenais, extremamente detalhados capaz de levar qualquer máquina ao extremo, e a banda sonora está igualmente boa, principalmente os cânticos da tripulação do Jackdaw!

Conclusão:

O jogo está uma obra de arte, corrigiu quase todos os erros dos seus precedentes, é extremamente divertido, os gráficos estão estonteantes, a banda sonora acompanha perfeitamente a atmosfera, tem uma enorme longevidade, 20 horas para a campanha mais 60 horas para chegar aos 100%. O jogo só peca no que toca ao pequeno, quase inexistente, desenvolvimento da história principal.Resumindo é um must buy tanto para fãs como para desconhecidos à série!

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Author: Lostc4use View all posts by

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